Serviços ecossistêmicos

Partindo de uma noção de utilidade antropocêntrica, o conceito de serviços ecossistêmicos diz que quando o ser humano utiliza de forma direta ou indireta os benefícios fornecidos pela natureza, está se beneficiando dos serviços ecossistêmicos.
Tais benefícios podem ser mais evidentes, como comida, água, madeira, algodão, matérias primas para medicamentos, ou não tão evidentes, como o sequestro e armazenamento de carbono, manutenção do clima local e global, fornecimento de chuvas para outras regiões distantes, dentre vários outros.
Os serviços ecossistêmicos são divididos em 4 categorias:
Serviços de provisão – são os materiais que os ecossistemas nos fornecem, como alimentos, água, recursos medicinais e matérias-primas com diversos usos para a sociedade.
Serviços de regulação – são os serviços fornecidos por ecossistemas ao agir como reguladores do meio ambiente, como a regulação da qualidade do ar e do clima, purificação das águas, polinização, prevenção de erosões, manutenção da fertilidade do solo, controle de enchentes e outros desastres naturais, controle biológico de pragas e doenças.
Serviços de habitat ou suporte – são os que pelo simples fato de se ter um habitat preservado garantem a presença de espécies animais e vegetais, sustentam quase todos os serviços ecossistêmicos, além da preservação do material genético.
Serviços culturais – incluem os benefícios não materiais dos ecossistemas, como apreciação estética, recreação, ecoturismo, benefícios espirituais e saúde mental.
Abaixo estão citados exemplos de serviços ecossistêmicos:
Alguns animais predadores ou parasitas presentes em áreas naturais preservadas próximas a áreas agrícolas se alimentam de pragas de lavouras, ajudando no controle populacional destas e favorecendo o aumento da produtividade da lavoura.
A polinização realizada por muitas espécies como insetos, pássaros e morcegos, favorece a manutenção da produtividade agrícola. Várias espécies de culturas de alimentos dependem da polinização animal, como café e cacau.
O plantio e aumento de áreas verdes em grandes cidades melhoram a qualidade do ar, reduzem a temperatura local e ainda proporcionam oportunidades de recreação.
O manejo de pastagens, feito através do plantio conjunto de gramíneas, arbustos e árvores, proporciona um ambiente mais equilibrado, evita erosão do solo e ainda permite que o gado permaneça na mesma área, reduzindo a pressão sobre florestas vizinhas.
Nas regiões costeiras do norte do Vietnã, onde mais de 70% da população está vulnerável a desastres naturais, comunidades locais plantaram e protegeram os manguezais como uma solução com maior custo-benefício do que a construção e manutenção de barreiras artificiais. Um investimento de US$ 1,1 milhão poupou estimados US$ 7,3 milhões ao ano em manutenção de diques marítimos. Trecho retirado do livro The Economics of Ecosystems and Biodiversity for Local and Regional Policy Makers, 2010.
Diante dos exemplos citados acima e da importância dos serviços ecossistêmicos, tanto financeira quanto para o bem-estar da humanidade, esteja ela em meio urbano ou rural, torna-se cada vez mais necessário que governos, empresas, agricultores, assimilem e apliquem tais conceitos em prol da sociedade e também para a criação de ecossistemas mais robustos e equilibrados.
Danilo Vieira, biólogo, professor, mestre em Ecologia de Biomas Tropicais e consultor ambiental na Vellozia Estratégia e Consultoria Ambiental.
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Grandes seguradoras europeias estão cessando os investimentos em empresas envolvidas com o carvão e combustíveis fósseis.


Postagem publicada originalmente em 2018 no nosso antigo blog.

Segundo o jornal The Guardian, as grandes companhias de seguros europeias, como Allianz, Lloyd’s, Zurich, dentre várias outras, estão parando de investir ou se recusando a assegurar empresas envolvidas com carvão e outros combustíveis fósseis. O motivo é simples, pois tais empresas emitem grandes quantidades de gás carbônico e outros gases que causam alterações climáticas responsáveis pelo aumento do número de furacões, incêndios florestais e inundações. Eventos catastróficos como estes fazem com que as seguradoras gastem cada vez mais ao amparar seus clientes.

Para saber mais leia a matéria do The Guardian.

Danilo Vieira, biólogo, professor, mestre em Ecologia de Biomas Tropicais e consultor ambiental na Vellozia Estratégia e Consultoria Ambiental.
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Meio ambiente x Saúde: há alguma relação?


Quando falamos em impactos ambientais, degradação do meio ambiente e invocamos para ilustrar esses casos o desmatamento da Amazônia ou a poluição dos rios, como o caso do rio Tietê em São Paulo, pensamos em coisas distantes, mesmo que próximo a você tenha um rio poluído, não fazemos uma associação direta entre esses impactos e nós. Sabemos (sabemos mesmo ou ouvimos tanto isso que começamos a repetir?) que preservar a natureza é importante, que devemos salvar as baleias e as árvores, mas, muitas vezes, não conseguimos encontrar uma relação direta entre os danos ao meio ambiente e nós.
Muitos evocarão, e estão certos, as mudanças climáticas. Outros dirão que é apenas papo de ambientalistas, que são contra o desenvolvimento e que se depender deles no futuro só comeremos árvores (pode parecer engraçado essa última, mas ouço muito isso no dia a dia). Mas o que muitos ainda não conseguem perceber é que existe uma relação direta entre degradação ambiental e saúde humana.
Esse é um fato engraçado, se levarmos em conta a história da humanidade, já que atingimos o nível de longevidade, saúde e bem-estar que temos hoje ao explorar o meio ambiente. É difícil entrar na cabeça das pessoas que, mesmo que tenha sido assim nos últimos 200 anos, manter essa intensidade de exploração nos conduzirá ao colapso.
A relação entre saúde e degradação ambiental é bem séria e vem trazendo consequências para a população global e para os governos. A poluição do ar causada pela queima de combustíveis, gases tóxicos produzidos por empresas e excesso de material particulado no ar das grandes cidades causam aumento de doenças respiratórias, aumento do custo para governos com tratamentos médicos. Para você ter uma ideia, segundo o professor da USP Nelson da Cruz Gouveia em entrevista para a UnB Agência, um levantamento feito em sete capitais brasileiras aponta que 5% das internações por doenças respiratórias são, exclusivamente, por causa da poluição.
Além disso, temos as doenças que são conseguidas de forma indireta ao impacto causado, como por exemplo a leptospirose, que é uma das preocupações dos órgãos de saúde com as enchentes nos grandes centros urbanos. Essa doença é causada por uma bactéria presente na urina dos ratos. O lixo jogado na rua por moradores das cidades acaba entupindo bueiros e, consequentemente, causa enchentes. A água das enchentes mistura-se à urina dos ratos e pode fazer com um alguém que entre em contato com a enchente contraia a doença.
Temos vários exemplos de doenças que podem afetar o Homem devido a danos ao ambiente, como a Dengue, Febre amarela (com recente surto no país), Chikungunya, Zika, Doença de Chagas, entre outras. O desmatamento de florestas nativas, faz com que os vetores dessas doenças migrem de regiões naturais para próximo de habitações humanas e, em alguns casos, para grandes centros urbanos.
Tirando o risco que corremos de contrairmos essas doenças e, em casos mais extremos, falecer por causa delas, há, também o problema econômico, porque o governo gasta bilhões em combate aos vetores e tratamentos dessas enfermidades. Só para você ter uma ideia, só com doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, gastou-se 2,3 bilhões de reais em 2016. Dinheiro que, caso não houvesse essa necessidade, poderia ter ido para outros setores importantes do país (caso não fosse “parar” em alguma conta na Suíça). É triste dizer isso, mas estamos no Brasil, né?!
Portanto, como vimos, meio ambiente é muito mais do que um parque bonito, um animalzinho fofinho em campanhas de preservação ou uma obrigatoriedade da lei. É questão de sobrevivência. Na maior parte do tempo esquecemos que somos parte da natureza também. Ainda falaremos mais desse assunto aqui no blog em outros textos. Deixe nos comentários suas dúvidas e opiniões.
Diego D. Dias, biólogo, mestre em ecologia de biomas tropicais e consultor ambiental na Vellozia Estratégia e Consultoria Ambiental.
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Coleta seletiva? “Nunca vi, nem comi, eu só ouço falar!”

Você realiza coleta seletiva na sua casa? E no seu serviço? Infelizmente, é bem possível que sua resposta seja não. Um estudo contratado pela CEMPRE – Compromisso Empresarial para a Reciclagem – aponta que cerca de 85% da população brasileira não tem acesso à coleta seletiva de lixo. Esse número representa, nada mais nada menos, que quase 170 milhões de pessoas em nosso país.

A coleta seletiva tem um papel muito importante em nossa sociedade. Com ela reduzimos o número de resíduos sólidos no ambiente e o consumo de matéria-prima, uma vez que materiais como o alumínio, alguns plásticos, papel e papelão podem ser reaproveitados pela indústria. Este é um dos pilares do que chamamos “economia circular”, símbolo da reciclagem. Isso significa uma importante economia dos custos de produção e menor degradação do meio ambiente.
Outro fator relevante que deve ser levado em consideração nesse tema é a economia. Sim, dinheiro. A coleta e separação de resíduos, vulgo lixo, gera muitos empregos: coletores, separadores de resíduos, indústrias que trabalham com matéria-prima reciclada, entre outros. Esse é um importante mercado, muitas vezes, desprezado em nosso país. Você talvez deve ter ouvido a frase: “Há um tesouro escondido no lixo”. Se já ouviu esta sentença antes, saiba que ela não está longe da realidade.
Só para você ter uma ideia, estima-se que a economia brasileira perde cerca de R$ 120 bilhões anualmente em produtos que poderiam ser reciclados. Uma cifra considerável, ainda mais, levando-se em conta a atual situação econômica que vive o Brasil. Apesar de vir crescendo nos últimos anos, esse é um setor ainda pouco explorado no país, mas que pode ajudar o Brasil a sair da crise.
Mas então você deve estar se perguntando: “Mas se a reciclagem do lixo é tão lucrativa, porque existem tão poucas empresas trabalhando com isso no Brasil?”. Bem, a resposta apesar de fácil, não é simples e envolve vários fatores. Para começar, como o número de brasileiros que são atendidos pela coleta seletiva ainda é pequeno, isso encarece o processo e torna o material reciclado muito caro. A falta de incentivo do governo a essa atividade é uma das principais causas. Seria necessário que o governo se preocupasse mais em executar as políticas públicas por ele criadas, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), e gastasse menos dinheiro com campanhas eleitorais, auxílio-moradia a membros do judiciário, regalias a políticos. E, em contrapartida, gastasse mais com campanhas incentivando a separação do lixo.
A outra causa vai ao encontro da falta de incentivo por parte do governo e ajuda a explicar porque isso não acontece. Com a queda no preço do petróleo no mercado mundial, o plástico novo tornou-se tão barato, ou quase, quanto o produto reciclado. E com as questões logísticas dos resíduos reaproveitados, torna-se mais atrativo para as empresas comprar o plástico novo. No caso do nosso país, como a produção de petróleo vem de um monopólio estatal, incentivar a coleta seletiva e o uso de plástico reciclado vai contra os interesses do governo.
Já na Alemanha, temos um cenário completamente diferente do que vemos aqui. O país europeu recicla cerca de 50% do seu lixo. Sim, metade de todo o lixo produzido naquele país é reutilizada como matéria-prima na sua cadeia produtiva. As empresas que utilizam material reciclado possuem subsídios, o que estimula ainda mais essa prática.
Enfim, estamos muito longe da consciência ambiental e econômica alemã e de outros países. A coleta seletiva é muito falada no Brasil, seja nas escolas, ou faculdades, mas continua muito distante da sociedade. E na sua cidade, há coleta seletiva? Como ela é feita? Conte-nos, através dos comentários.
Diego D. Dias, biólogo, mestre em ecologia de biomas tropicais e consultor ambiental na Vellozia Estratégia e Consultoria Ambiental.
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Brasil pode não cumprir meta de acordo do Clima de Paris

Postagem publicada originalmente em 2018 no nosso antigo blog.

Uma carta publicada por pesquisadores brasileiros na revista Nature alerta para o risco do Brasil não conseguir cumprir as metas estabelecidas no Acordo do Clima de Paris em 2015, do qual o nosso país é um dos signatários. Os pesquisadores apontam que a troca de apoio político entre o governo e a bancada ruralista (deputados e senadores que representam o interesse do agronegócio) tem sido muito prejudicial no combate ao desmatamento.
Segundo eles, as mudanças na forma como é feito o licenciamento ambiental, redução de áreas protegidas, suspensão da ratificação de terras indígenas e flexibilização da regularização da questão fundiária veem causando aumento no desmatamento florestal de tal forma que as metas definidas pelo acordo tornem-se inatingíveis no prazo determinado.
O Brasil vinha numa trajetória de redução do desmatamento desde 2012, o que após o Novo Código Florestal vem se invertendo. O governo com essa nova postura de política ambiental vem sinalizando aos “desmatadores” que o país apoia esse tipo de prática. A ampla anistia concedida àqueles que desmataram áreas protegidas até 2008 é uma das ações que corroboram esse ponto de vista.
O Acordo do Clima prevê a redução na emissão dos gases-estufa, entre eles o CO2, para reduzir o aquecimento global até o fim deste século. A principal fonte de emissão de COem nosso país é o desmatamento, por isso essa preocupação com a legislação que prevê sua proteção. Se o Brasil seguir esse ritmo de desmatamento na Amazônia e no Cerrado, a compensação que outros setores do país terão de realizar pode chegar a casa dos 2 trilhões de dólares.
Como se não bastassem todas essas questões, o país ainda enfrenta forte crise econômica que levou o país a reduzir os recursos do Ministério do Meio Ambiente, dificultando a fiscalização e o combate ao desmatamento. Isso, de forma indireta, serve de incentivo a essa prática, uma vez que aquele que desmata tem sensação de impunidade.
Outra atitude que desagradou quem acompanha de perto a questão foi o governo prorrogar, mais uma vez, a data limite para inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Esse cadastro permitirá ao governo identificar as áreas de vegetação nativa e áreas protegidas que os proprietários de terra têm no país.
Uma pena ver que o Brasil decepciona em mais um quesito de responsabilidade do governo. O Brasil sempre foi elogiado por sua participação e contribuições nas discussões ambientais, além de ter uma das melhores legislações ambientais do mundo. Mesmo assim, não consegue cumprir aquilo que se propõe a fazer junto à comunidade internacional e ao povo brasileiro. Desejamos que a situação mude após as eleições, que a crise política cesse e que o meio ambiente não precise continuar sendo moeda de troca para o governo.

Diego D. Dias, biólogo, mestre em ecologia de biomas tropicais e consultor ambiental na Vellozia Estratégia e Consultoria Ambiental.
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Mata Atlântica: desafios, alternativas e projeções para o futuro.


Postagem publicada originalmente em 2018 no nosso antigo blog.

A mata atlântica é um dos biomas mais exuberantes do mundo e possui uma das maiores diversidades biológica do planeta. Hoje, após 5 séculos de exploração, desde a ocupação europeia, resta apenas cerca de 15% de sua extensão original e, apesar dos avanços (e alguns retrocessos) da legislação ambiental brasileira, ela continua sendo reduzida.
Esse cenário é muito preocupante, dado a importância que a mata atlântica tem para o país em vários sentidos, desde os estritamente naturais: regulação do clima nas regiões em que ela ocupa, do regime de chuvas, da biodiversidade em si, rios e mananciais de água doce, biomassa, aprisionamento de carbono, etc. E também pelas questões econômicas: turismo, potencial farmacológico, bioprospecção, etc.
A mata atlântica está situada nas 3 regiões mais populosas e de fundamental importância econômica do país: as regiões Sudeste, Nordeste e Sul. O que acentua a sua fragilidade e potencial degradação dos fragmentos restantes.
Outro dado alarmante, é que o que ainda resta deste bioma está bastante fragmentado, dividido em centenas de pedaços, sendo a maioria desses fragmentos menor que 1 quilômetro quadrado. Toda essa fragmentação e redução de áreas de matas, leva a perda de diversidade e desequilíbrios ecológicos.
Estudos recentes mostram que, pelo menos ainda, não houve grandes processos de extinções em massa, apenas de ordem local (Espécies que não são encontrados mais em determinadas regiões que ocorriam comumente). Porém, vemos que animais de maior porte, como a onça-pintada, o porco-do-mato ou queixada, gaviões, harpia, cachorro-do-mato-vinagre, entre outros, vêm tornando-se cada vez mais raros. Isso se deve a perda de habitat e a caça predatória. (Para ver detalhes dos estudos apontados acima, leia esta reportagem).
Além dos problemas que a perda de habitats causa a estes animais, no caso das onças-pintadas, por exemplo, o desmatamento leva a redução no número de presas naturais que estes animais consomem. Nessa situação, é comum que a onça-pintada se aproxime de áreas de ocupação humana e passe a se alimentar de animais domésticos ou destinados ao abate. Isso gera prejuízos ao produtor rural que passa a caçar ou a deixar veneno para eliminar as onças que estejam próximas a sua propriedade.
Todo esse impacto aos predadores de topo de cadeia (alimentar) leva a aumentos no número de predadores do meio da cadeia e grandes impactos (redução) nas presas dos animais de grande porte. Isso, também, acaba refletindo na diversidade de plantas.
Várias espécies de árvores de mata atlântica dispersam suas sementes através de animais de maior porte e, na ausência destes, começam a reduzir o número dessas árvores. A falta de animais para levar essas sementes para longe da planta-mãe e o pequeno tamanho dos fragmentos restantes, aumenta a competição das plântulas que conseguem germinar com as árvores já estabelecidas. Reduzindo, dessa forma, sua taxa de sobrevivência.
Como o leitor pode ver, a situação do bioma mata atlântica é muito delicada e preocupante. É necessário, além de incentivo a pesquisa, ações mais concretas no manejo e ocupação dessas áreas. Além de legislação ambiental que proteja e fomente a recuperação desse bioma, é preciso que os estudos de impacto ambiental e o licenciamento ambiental sejam feitos de forma séria e com qualidade. Um dos aspectos que devem ser levados em conta, tanto pelos gestores ambientais quanto pelos órgãos responsáveis pela emissão das licenças, é a interligação entre os fragmentos de mata atlântica remanescentes, através de corredores ecológicos.
Esses corredores interligariam fragmentos não conectados, favorecendo a dispersão de espécies, vegetais e animais, e ajudariam a manter o fluxo gênico entre populações isoladas. Porém, o uso de corredores pouco adianta se estes não forem pensados em grandes escalas regionais. Ligar pequenos fragmentos locais é importante, mas é preciso pensar em nível de gestão do bioma. Por isso é necessário pensamento estratégico, de forma a potencializar os efeitos dos corredores, e cobrir grandes áreas. Seria interessante, termos corredores que ligassem grande parte dos fragmentos em um dado estado, conectando-se com de outros estados vizinhos. Formando-se uma grande rede de corredores ecológicos, aproveitando-se matas ciliares, unindo populações longínquas e facilitando a circulação de animais e dispersão de plantas.
Sei que o leitor deve pensar que isso é muito pretensioso, ou mesmo “sonhador”, de minha parte. Porém, seria possível se tivéssemos maior consciência ambiental como nação, e os estados e a União (Governo Federal) tivessem interesse nessa questão. Basicamente, ter isso como objetivo.
No entanto, se levarmos em consideração que recentemente o Brasil vem “pegando fogo” na política por sucessivos escândalos de corrupção, processo destruição da classe política por vários setores da mídia e ministério público, crise de combustíveis e o incentivo fiscal do governo para a utilização de combustíveis fósseis, abandonando de vez o investimento em outras formas de energia menos poluentes, vemos que isso está longe de acontecer. Se é que um dia ocorrerá. A legislação já prevê coisas parecidas, mas a fiscalização, a má qualidade de muitos relatórios ambientais, a falta de preparo e qualificação dos profissionais que são responsáveis por avaliar esses estudos nos órgãos responsáveis, faz com que isso se torne impraticável no momento.
Outras alternativas para, pelo menos, amenizar o problema seriam o fomento ao mercado de créditos de carbono, numa tentativa de incentivar produtores rurais a preservar áreas maiores de vegetação, e implementação de tecnologia e novas técnicas de cultivo que possibilitem um aumento de produtividade em áreas de cultivo menores.
Por fim, essas alternativas não parecem estar próximas de ser tornarem realidade e previsões sobre o que podemos ter de mata atlântica no futuro estão cada vez mais nebulosas.
Diego D. Dias, biólogo, mestre em ecologia de biomas tropicais e consultor ambiental na Vellozia Estratégia e Consultoria Ambiental.
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Agrotóxicos: é indo para trás que se avança?

Postagem publicada originalmente em 2018 no nosso antigo blog.

O Brasil, mais uma vez, caminha a passos largos em direção contrária a que caminha o mundo. Somos especialistas em ser o chamado “do contra”. E isso não é privilégio desse ou daquele setor, mas algo quase sistêmico. Para ficar só em alguns exemplos temos a política, economia, urbanização, investimento em combustíveis fósseis (quando o mundo está investindo em alternativas limpas), preservação ambiental e, tema deste texto, na política de utilização de pesticidas agrícolas. Os chamados agrotóxicos.

É de longa data a preocupação com os efeitos nocivos que essas substâncias têm na saúde humana. Desde a publicação do livro Primavera silenciosa, de Rachel Carson em 1962, o mundo vem tomando consciência dos riscos causados pelos pesticidas agrícolas. Para quem não leu o livro, esta obra é um dos grandes marcos da questão ambiental global. A autora escreve sobre suas observações e de outros autores sobre os efeitos (hoje bem conhecidos) sobre a biodiversidade em áreas que utilizam essas substâncias. Os pesticidas são utilizados visando-se a eliminação de determinada espécie animal prejudicial à lavoura. Seu efeito, porém, não é específico e acaba eliminando diversos outros animais. Inclusive, animais domésticos.
Não deve ser muito difícil para o leitor perceber que se os agrotóxicos têm efeitos nocivos a animais domésticos, terão também sobre a saúde humana. Os agrotóxicos podem ter diversos efeitos à saúde humana, como: abortos, malformação em crianças, infertilidade em homens e, até mesmo, câncer.
Isso gerou uma grande debate na sociedade sobre os potenciais, e reais, riscos que os pesticidas agrícolas podem causar. Somado a preocupação com a saúde humana, o aumento da consciência ambiental, fizeram com que fosse defendido a redução de defensivos agrícolas em várias partes do mundo. Nesse processo, várias substâncias foram proibidas e muitas outras criadas. Com isso, tornou-se cada vez mais comum a procura por produtos orgânicos, para quem pode pagar. Já para quem não pode, o consumo de agrotóxicos vem crescendo cada vez mais.
Bem, traçado um pouco do cenário sobre o assunto para o leitor, vamos agora ver como nosso país vem tratando a questão. O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. E à medida que a nossa produção agrícola aumenta, consequentemente, aumenta o consumo dessas substâncias.
É nesse cenário que o Congresso nacional discute uma lei de flexibilização para o uso de agrotóxicos em nosso país. A relatoria é do Deputado Federal Luiz Nishimori do PR e a proposta original é de 2002 feita pelo então senador, Blairo Maggi, do Progressistas, que hoje é o ministro da Agricultura. Esse projeto visava concentrar a autorização para venda de pesticidas no Ministério da Agricultura. Nem é preciso dizer o quanto prejudicial seria para a sociedade essa decisão, pois o ministério é um órgão político onde o ministro toma decisões, muitas vezes, de caráter político e não com bases técnicas. Isso retiraria a isenção do processo de autorização, que hoje passa pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Além disso, o projeto de lei muda o nome de “agrotóxico” para “produto fitossanitário”. O que é um escárnio, uma vez que esta medida tem como objetivo enganar a população ao se utilizar um termo “desconhecido” e mais ameno, em vez de agrotóxico termo amplamente conhecido e com alto índice de rejeição pela sociedade.
Várias soluções vêm sendo buscadas para substituir os pesticidas agrícolas, com destaque para a Agroecologia. Infelizmente, a agroecologia vem enfrentando grande resistência por parte dos produtores agrícolas que, por enquanto, não têm interesse em buscar novas forma de produção de alimentos em detrimento da maneira tradicional. Um cenário triste que, por enquanto, dificilmente irá mudar. Se depender de alguns nomes de nossa política, estaremos cada vez mais expostos aos riscos de se ingerir substâncias tóxicas, destruindo nossa biodiversidade e contaminando nossos mananciais de águas.
Diego D. Dias, biólogo, mestre em ecologia de biomas tropicais e consultor ambiental na Vellozia Estratégia e Consultoria Ambiental.
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A economia dos polinizadores

Recentemente abordei em outro post no blog (Clique aqui) sobre as vantagens para o produtor rural em seguir a legislação ambiental, e uma dessas vantagens tem a ver com os polinizadores. Na agricultura, cerca de 75% das espécies cultivadas pelo homem são dependentes desses animais e a sua ausência implica em diminuição na produtividade e perdas financeiras para o produtor.
Estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos vêm apontando uma redução no número e diversidade de polinizadores em seus territórios, ocasionada pela expansão das lavouras, redução de áreas naturais, poluição, uso de pesticidas, entre outras razões. Eles alertam para os possíveis perigos da redução destes animais.
No Brasil, infelizmente, a realidade não é diferente. A constante expansão da área agrícola, o desmatamento indiscriminado, o regulamentado (vide o novo Código Florestal), a constante fragmentação de habitats e o grande consumo de pesticidas, vêm causando a redução da diversidade e do número de polinizadores. Esse é um dado importante para um país com uma agricultura tão importante em termos econômicos como o Brasil. Somos o quarto maior produtor e o terceiro maior exportador de alimentos do mundo, sendo a agricultura a maior fatia do nosso PIB (Produto Interno Bruto).
É preciso levar isso em conta, tanto o Estado brasileiro quanto o produtor rural, na hora de elaborar as políticas ambientais e de determinar a área de plantio agrícola, planejando-se bem quais áreas de vegetação natural serão suprimidas ou preservadas. Áreas preservadas permitem aos polinizadores encontrarem recursos alimentares, reproduzirem e realizarem a nidificação, os quais garantem a sobrevivência e manutenção da diversidade de polinizadores. Dessa forma, para muitos cultivares há o aumento na sua produtividade.
Portanto é preciso estratégia e planejamento a longo prazo na hora de decidir qual será o cultivar, a área de plantio, quais áreas serão preservadas ou desmatadas, a rotatividade de culturas e o uso ou não de defensores agrícolas, visando a preservação do meio ambiente em conjunto com os ganhos na produção.
Diego D. Dias, biólogo, mestre em ecologia de biomas tropicais e consultor ambiental na Vellozia Estratégia e Consultoria Ambiental.
Para saber mais sobre este assunto, acesse:
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Agricultura e sustentabilidade: preservar é mesmo necessário?


A preservação do meio ambiente é um assunto cada vez mais discutido na sociedade. Em um mundo onde somos cada vez mais bombardeados com propagandas que incentivam o consumo, a preservação da natureza parece algo cada vez mais “impossível”. A palavra de ordem continua sendo “produção”. Dessa forma, preservar o meio ambiente parece um obstáculo a esse objetivo, e as leis ambientais, quando deveriam ser uma grande conquista, tornam-se um grande empecilho.
O Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo. O agronegócio tem um importante papel na economia brasileira e, nos últimos anos, tem sido um dos poucos setores econômicos que resistiram a crise que se abateu no país. Desde o grande produtor de soja até o pequeno produtor de hortaliças, todos precisam modificar o ambiente. O produtor precisa suprimir a vegetação, arar o solo, adubar quando necessário, extrair água de rios e poços para a irrigar seus cultivares. Tudo isso para que seu produto possa chegar até as nossas mesas. Não tenho dúvidas de que esta atividade é essencial para nossa sobrevivência. Mas isso não muda o fato de que para plantar, é preciso desmatar. Parece, num primeiro momento, que a preservação do meio ambiente atrapalha a produção agrícola. Mas, afinal, preservar a vegetação atrapalha mesmo o produtor rural? Do ponto de vista das responsabilidades e deveres, são mais atividades para o produtor se preocupar, além de novas despesas para tirar licenças, outorgas e recuperar áreas degradadas, tudo isso somado ao fato que ele tem que plantar numa área menor referente à área total de sua propriedade, por causa das áreas que ele deve preservar em seu terreno, como a reserva legal e as APPs. Como você pode ver, caro leitor, num primeiro momento, a preservação do meio ambiente e a legislação ambiental parecem ser contra o produtor rural.. Mas na prática não é bem assim.
Além de tudo aquilo que todo ambientalista fala, como: preservação da biodiversidade, deixar um ambiente sustentável para as gerações futuras, aumento do aquecimento global, dentre outros que você já deve saber, existem muitos benefícios ao se ter uma lavoura ambientalmente sustentável que muitos não sabem, principalmente os produtores rurais.
A preservação das matas mantém a temperatura mais amena e aumenta umidade, ambos importante para a ocorrência de chuva na região, por causa da evapotranspiração das plantas, que retiram água do solo e lançam vapor de água na atmosfera. Além disso, reduz a quantidade de pragas em lavouras devido a manutenção de predadores naturais de muitas dessas pragas (quem já teve uma infestação de lagartas em sua plantação, sabe como é bom ter pássaros em seu terreno), aumenta a quantidade de polinizadores das plantas cultivadas garantindo uma alta produção, protege as lavouras de patógenos como vírus e fungos, diminui a erosão (e no caso de matas ciliares, o assoreamento dos rios), aumenta a infiltração de água no solo, garantindo que o lençol freático seja abastecido e a manutenção das nascentes. Outra coisa importantíssima com relação à preservação das matas está no quesito saúde. Doenças como a dengue e a febre amarela, originalmente doenças que se pegavam “no meio do mato”, migraram para os centros urbanos por causa da destruição das matas. O mosquito que antes lá vivia, viu-se sem seu habitat e acabou migrando para os centros urbanos onde se adaptou muito bem. Hoje, epidemias de dengue e febre amarela estão, infelizmente, cada vez mais comuns, custando ao Brasil, em 2016, R$ 2,3 bilhões no combate das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti (saiba mais), dinheiro do contribuinte que poderia ser empregado de maneiras mais produtivas para o país.
Como podemos ver, preservar o meio ambiente é tão importante, a médio e longo prazo, quanto arar e cultivar o solo. O produtor nem percebe o quanto ele ganha seguindo a legislação ambiental e cabe a nós, consultores ambientais, orientá-lo sobre esse assunto. Afinal, preservar o meio ambiente, é também garantir que tenhamos alimento em nossa mesa.
Diego D. Dias, biólogo, mestre em ecologia de biomas tropicais e consultor ambiental na Vellozia Estratégia e Consultoria Ambiental.
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Mata ciliar: a proteção de nossas águas

A mata ciliar, também chamada mata de galeria, mata ripária ou mata de várzea, ocorre na margem de corpos d’água e desempenha um importante papel na proteção de nascentes, rios, lagoas e lagos. Tal é sua importância que ela é considerada uma APP (área de preservação permanente) protegida pelo Código Florestal. A extensão de mata ciliar que deve ser protegida por lei deve respeitar a largura de rios, riachos, lagoas, represas ou nascentes que estas circundam.

Dentre  suas funções, protege as margens dos corpos d’água contra a erosão e assoreamento, principalmente próximo à plantações, onde a terra fica relativamente exposta e grande quantidade de material sólido é carreado pela enxurrada para dentro de rios e lagos. Isso garante uma melhor qualidade de água, deixando-a mais límpida e facilitando a vida aquática.
Além disso, a mata ciliar também serve como corredor ecológico para dispersão de espécies animais e vegetais, sendo fator chave para a preservação da biodiversidade; evita que a água escoe pela superfície, fazendo com que ela infiltre no solo e fique armazenada no lençol freático, diminuindo enchentes e a escassez de água; protege lavouras, pois reduz os riscos de doenças e pragas nas plantações, trazendo benefícios econômicos para o produtor rural.
A não preservação da mata ciliar traz sansões ao empreendedor como multas, embargos e impossibilidade de se tirar o licenciamento ambiental. Portanto, além dos vários benefícios citados acima, é fundamental que ela esteja preservada. Em casos em que ela já foi retirada, por ser uma APP, é obrigatório que o proprietário da terra a recupere.
Diego D. Dias, biólogo, mestre em ecologia de biomas tropicais e consultor ambiental na Vellozia Estratégia e Consultoria Ambiental.
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A importância do Cadastro Ambiental Rural (CAR)


Postagem publicada originalmente em 2017 no nosso antigo blog.

O prazo para regularização do CAR vai até dia 31 de dezembro deste ano (2017). O produtor rural que realiza este cadastro, além de comprovar que está em dia com a legislação ambiental, terá vantagens como o acesso ao crédito rural e ainda a oportunidade de suspender multas ambientais cometidas até 22 de Julho de 2008. O proprietário que estiver em situação irregular e não fizer sua inscrição até 31 de dezembro, perderá as vantagens do Car citadas acima, além de poder ser multado e ficar impossibilitado de obter autorizações ambientais.
A veracidade das informações inseridas no CAR é de inteira responsabilidade do proprietário rural, que incorrerá em sanções penais e administrativas quando total ou parcialmente falsas, enganosas ou omissas, e estarão sujeitas a validação por parte do SISEMA por meio de vistorias em campo e /ou análises individuais por parte dos técnicos responsáveis. Mesmo havendo déficits de APP e reserva legal o cadastro é válido, ficando o proprietário obrigado a compensar ou recuperar nos prazos estabelecidos por lei (retirado de http://www.car.mg.gov.br/#/site/faq, acessado em 08/12/17). Neste caso, é muito importante que o proprietário rural acione um técnico habilitado para realizar um plano de recuperação adequado.
Portanto, fique atento aos prazos e não deixe de realizar o seu cadastro ambiental rural, ficando assim, em dia com suas obrigações legais.
Danilo Vieira, biólogo, mestre em ecologia de biomas tropicais e consultor ambiental na Vellozia Estratégia e Consultoria Ambiental.
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Projeto Técnico de Reconstituição da Flora (PTRF)

O Projeto Técnico de Reconstituição da Flora (PTRF) é um documento obrigatório para qualquer proprietário que necessite de autorização para intervenção ambiental em áreas de preservação permanente – APP (Lei 12.651/2012), ou cuja área adquirida já tenha parte ou totalidade desta área suprimida. Ou seja, o PTRF mostra ao órgão ambiental como o proprietário deseja recompor a flora nas áreas de APP. Ele deve conter medidas mitigadoras e compensatórias das áreas afetadas, caracterização edáfica, hídrica, climática (meio abiótico), inventário qualitativo da fauna e quali-quantitativo da flora (meio biótico), dentre outros. A Deliberação Normativa nº 76/2004, que dispõe sobre a interferência em áreas consideradas de preservação permanente e dá outras providências, é o documento que contém as normas para elaboração do PTRF.
Caso você tenha alguma dúvida a respeito do estado de suas APPs ou se você precisa de fazer o PTRF, entre em contato conosco. Estamos prontos para ajudá-lo no que for preciso.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD)

Você já ouviu falar ou sabe o que é o PRAD?
O PRAD teve origem no artigo 225 da Constituição Federal de 1988 e foi incorporado como um programa complementar da maioria dos Estudos de Impacto Ambiental e Relatórios de Impacto Ambiental – EIA/RIMA – para atividades degradadoras ou modificadoras do meio ambiente. Ele também pode ser exigido após punição administrativa do empreendimento por causar degradação ambiental.
O PRAD deverá reunir informações, diagnósticos, levantamentos e estudos que permitam a avaliação da degradação ou alteração, com um posterior plano sistemático, organizado em etapas lógicas e a definição de medidas adequadas à recuperação da área, conduzindo o ambiente degradado para uma condição não degradada e estabelecendo um novo equilíbrio dinâmico
O PRAD é uma parte muito importante do licenciamento de qualquer empreendimento, uma vez que um plano de baixa qualidade pode impedir o licenciamento, além de aumentar os custos de sua execução pela escolha inadequada de técnicas. Por isso, ele deve ser elaborado considerando-se todas as peculiaridades locais e do tipo de dano ambiental, proporcionando dessa forma economia e obtenção de sucesso do projeto.
A Vellozia Estratégia e Consultoria Ambiental está pronta para elaborar um PRAD que se adéque a sua necessidade.
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Licenciamento Ambiental

Você sabia que diversos tipos de empreendimentos necessitam de licença ou autorização ambiental para funcionar? A licença ambiental é um ato administrativo pelo qual o órgão competente estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, seja ele pessoa física ou jurídica. Essas licenças são necessárias para localizar, instalar, operar ou mesmo ampliar empreendimentos ou atividades efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que possam causar degradação ambiental. Conformidade com a Lei 6.938/81.
O empreendedor que não tira a licença de seu empreendimento está sujeito a penalidades que vão desde multas até o embargo de suas atividades, além, é claro, de perder credibilidade. Por isso, a licença ambiental, mais que uma obrigação legal, é uma demonstração de credibilidade, de respeito às leis e aos recursos naturais. Vale ressaltar ainda, que a licença ambiental é obrigatória para aprovação de várias linhas de crédito no país, como no caso do Banco do Brasil, que exige a apresentação de documentos que comprovem a regularidade do produtor, referente ao licenciamento ambiental, outorga de uso de água e averbação de reserva legal. Assim, com o licenciamento ambiental em dia, o produtor pode adquirir crédito e investir no seu negócio.
Confira aqui, quais empreendimentos estão sujeitos ao Licenciamento ambiental.
Se o seu negócio está sujeito a obrigatoriedade do licenciamento ambiental, não se preocupe. Entre em contato com a Vellozia Estratégia e Consultoria Ambiental, estamos prontos para tirar suas dúvidas e ajudá-lo no que for preciso.
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